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O que aconteceria se Cristo fosse solto e Barrabás crucificado?

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Sabemos, pela Escritura, que Satanás foi e é opositor aos planos de Deus; e a sua maior oposição é quanto ao plano da salvação do pecador (Zc.3.1-4). No plano da salvação o inimigo usou de várias artimanhas para desviar Jesus da cruz, pois bem sabia dos efeitos que a crucificação traria para o bem da humanidade (Mt. 16.23). Conjecturando, poderia se pensar no que aconteceria se Jesus fosse solto e Barrabás condenado.

                       O PLANO DIVINO DA SALVAÇÃO TERIA FRACASSADO

Quatro mil anos antes de Cristo, o inimigo já sabia que sua cabeça um dia seria pisada (Gn.3.15). O inimigo do bem tinha conhecimento de que, além de ser atingido, a vitória do Filho de Deus redundaria no maior beneficio jamais imaginado a favor da humanidade. Por isso, por vários meios Satã intentou para que Jesus não fosse crucificado e nem permanecesse na cruz até o brado final. O cumprimento da profecia acima citada é o fundamento do plano divino para com a humanidade, descrito tanto nos anais do Velho quanto nos do Novo Testamento. Nos julgamentos pelos quais passou Jesus estava em jogo a felicidade eterna da humanidade (passada, presente e futura) pela decisão a ser tomada pela corte suprema da época. Quando a decisão estava entre Jesus e Barrabás, sendo este o favorito, o governador Pilatos fez uma pergunta de grande e profundo significado: “que farei então de Jesus, chamado o Cristo?” (Mt.27.22).
Numa eventual absolvição de Jesus a humanidade de todos os tempos estaria condenada e o plano divino da redenção fadado ao fracasso. Absolvido Barrabás, o plano de Deus, especialmente para a eternidade continuaria vitorioso, como realmente o é. Se houve ocasião em que Satanás queria Jesus solto esta foi a única. Creio ser oportuno uma reflexão sobre Mt. 27.40.

                     CONSEQUÊNCIAS DIRETAS SOBRE A SALVAÇÃO

Pilatos achava que tinha poder para soltar o Filho de Deus (Jo.19.10,11). Sem saber, o governador estava naquele momento executando parte da soberana sabedoria de Deus. Mas, caso contrário, sofreríamos consequências terríveis: 
a) A fé cristã perderia seu valor. Paulo afirma que se “Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé...” (1 Co.15.17). Para que Cristo ressuscitasse teria que passar pela crucificação, pois não há ressurreição de vivos. A crucificação do Senhor é o firme fundamento salvífico do cristianismo verdadeiro (1 Co.2.1) e a glória de todo cristão (Gl. 6.14).
b) Não haveria libertação do pecado e domínio sobre ele. Novamente o pensamento do apóstolo dos gentios deslumbra na inter-relação crucificação/ressurreição (1 Co.15.17, Rm.6.14). Foi na crucificação onde abundou o pecado que superabundou a graça (Rm. 6.20). Esta plenitude celestial não seria desfrutada se Jesus abdicasse da cruz (Mt.26.39,42).
c) Não haveria a ressurreição dos justos. Consultando mais uma vez o manual paulino da ressurreição, aprendemos que se Jesus não tivesse vencido a morte, os que morreram em Cristo estariam perdidos e os justos permaneceriam no pó da terra (1 Co.15.18). Graças mil ao Bendito Redentor por ter vencido seu conflito interno (Jo.12.27), suportou a cruz (Hb.12.2), “...ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.”  (1 Co.15.20).

          ABSOLVIDO, JESUS TERIA FRACASSADO 

Imaginemos ainda que, uma vez solto, o Mestre teria fracassado, pois Ele veio como “o caminho, a verdade e a vida”; e em nenhum outro existiria salvação, “porque debaixo do céu nenhum outro há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At.4. 12).  
Além do prejuízo inimaginável à salvação do pecador, Cristo não poderia voltar como “Leão da tribo de Judá” (Ap. 5.5) e “Senhor dos senhores e Reis dos reis” (Ap. 17.14), devido ao fato de que primeiro Ele teve que vir como “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo.1.29). Toda a apoteose futura envolvendo Cristo como personagem central, está exatamente na sua submissão e humilhação “como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a sua boca” (Is.53.7).

            SATANÁS SE VANGLORIARIA

Fazendo uma suposição, daria para imaginar qual seria a reação diabólica se Cristo desistisse da cruz? Observando as ações do diabo em relação ao plano de Deus, descobre- se que ele atuou em oposição à crucificação de Jesus até o momento da exclamação “Está consumado” (Jo.19.30). Salvo um melhor juízo, sobressalta-me o pensamento de que Satanás saltaria em vexame e vanglória diante de seus asseclas por ter conseguido na “hora H” barrar o plano da salvação.
Concluo fazendo uma minúscula encenação sobre a atitude satânica diante da plateia maligna. Imagino-o cabisbaixo, dizendo: “Perdemos a batalha. Agora nada mais podemos fazer para impedir a salvação a esses pecadores e a esses crentes, a não ser com tentações e perseguições. O Filho de Deus pronunciou a última das sete palavras da cruz: “Está consumado”.


                  Pr. Adelmo Oliveira Prates