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Teologia e Prática Ministerial de Paulo (IV)

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UM CHAMADO MUITO DEFINIDO - Paulo chega a referir-se a uma fé hereditária (2 Tm 1.3, 5) e a uma separação para o apostolado desde o ventre materno (Gl 1. 15). Embora isto pareça muito subjetivo, o seu chamado foi muito claro e indubitável:
(1) Por ocasião de sua conversão -  Testemunhando ao rei Agripa, Paulo assim relata sua experiência com Deus:  E ele respondeu... Eu sou Jesus, a quem tu persegues... Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; livrando-te deste povo e dos gentios, a quem agora te envio...(At 26. 16, 17).         
(2) Confirmado a Ananias - ... este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei o quanto deve padecer pelo meu nome (At 9.15, 16).
(3) Ratificado perante a Igreja de Antioquia   -   E na Igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Níger, e Lúcio cireneu, e Manaem, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. E servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado... (At 13.2)

Uma Pausa  -  Para Meditação!'
            Diga-se, de passagem, que o chamado de Paulo foi, comprovadamente, para edificar o Reino de Deus. Paulo foi chamado e equipado, ungido poderosamente para ir aos gentios e lhes abrir os olhos e das trevas os converter à luz, e do poder de Satanás a Deus, afim de que recebam a remissão dos pecados e sorte entre os santificados pela fé em mim (At 26.18).
Duas coisas  muito me tem preocupado:
1ª.  Pastores que assumem um igreja com certo número de membros e, ao cabo de algum tempo conseguem reduzi-la a ponto de quase ter que fechar as portas. Aliás, alguns têm conseguido isso! O que aconteceu? Nunca foram realmente chamados? Perderam a visão do pastoreio, tornando-se mercenários? Alguns assim continuam, reduzindo uma igreja após outra, enquanto lá fora até desfrutam de bom conceito e alcançam destaque em sua denominação! Conheci um, muito benquisto e admirado nos congressos e convenções, que liderava (liderava?)  uma igreja de uns sessenta membros. Quando estive com ele pela última vez, em nome de um pretenso “conservadorismo” , ele estava com o exato “dízimo” do número anterior. Os demais, para grande gáudio de uma denominação vizinha, haviam se transferido para esta, supostamente mais “liberal”. Quando os últimos seis se foram para lá... Imaginem:  O próprio reverendo os seguiu...  Pode?
2ª.   É parecida com a primeira. Há pastores que nos primeiros seis ou doze meses mostram-se excelentes evangelistas, conquistando muitas almas para Cristo, chegando a lotar templos de bom tamanho. Depois começam um processo de limpeza de “rebeldes”. Até aqueles que toda a vida foram fidelíssimos cristãos, de repente, “viram rebeldes” e vão para a rua!
            E a administração de tais “pastores” segue desastrosa, até que a igreja quase desmorone e o pastor, completamente desgastado, parte para outra, porque naquela já não existe lã suficiente para seu sustento. Quem sabe haverá nestes casos um desvio de função?  A   alguém chamado para ser evangelista foram dados o cajado e o bordão que ele nem sabe manejar?  E quando designam para a abertura de novos trabalhos pessoas que até seriam - e às vezes são -  bons pastores e mestres, mas não sabem ganhar almas e nem tem neste ministério seu chamado principal? E até quando continuarão tais situações? Rebanhos dizimados, ovelhas dispersas e desgarradas, e todos assistindo impotentes e indiferentes o contínuo fechamento dos redis?

[Esse estudo terá continuidade nas próximas atualizações do colunista]