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Teologia e Prática Ministerial de Paulo (V)

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C  -  CREDENCIAIS APOSTÓLICAS DE PAULO   - 1 Tm 1. 1-16
a) Apóstolo de Jesus Cristo
b) Por ordem do Pai e do Filho
c) (Na virtude do Espírito Santo  -  Rm 15. 14-20)
d) Salvo pela fé, mediante a graça 
e) Ministro  -   ???????????ministério) v. 12   – 

Em At 26.16, ?????????(huperetes) = ministro, ajudante, assistente, oficial (subordinado) de justiça... servo; remador  inferior... [serviço de escravo]  ( Taylor: Dic. Do N.T. Grego)
f) Testemunha ????????????mártyr da graça, do amor e da misericórdia. (E também morreu como mártir, em 67 d.C)
g) Autor do “Hino de Adoração - v.17
h) Apóstolo, Pregador e Doutor (Mestre) -  2 Tm 1.11

D.  SUA  APROVAÇÃO NA “TESE  DE  “DOUTORADO
   Ao despedir-se da querida igreja efésia, em Atos 20. 17-38, Paulo apresenta seu currículo à banca examinadora, que, pelo visto nos últimos versículos (37,38), dir-se-ia que foi aprovado em "Summa cum laude" , um verdadeiro Doutor Honoris Causa. ... vós bem sabeis ... como em todo esse tempo me portei no meio de vós... (At 20.18-38).
Paulo era o obreiro aprovado, que não tinha de que se envergonhar, conforme recomendaria a seu pupilo (2 Tm 2.15) que se expusesse ao julgamento público de quantos o conheciam.
a) Servindo com humildade - 19.  Embora APÓSTOLO  de Cristo, comissionado diretamente por ele, como nenhum de nós o fomos e ninguém mais o será, Paulo não é o ditador que se impõe pela força, nem pela elevada posição que ocupa.
b) Em sofrimentos  -  19. Conheço pastores que colecionam taças de conquistas esportivas. Paulo também possuía valiosos troféus: Trago no meu corpo as marcas  do  Senhor Jesus.
c)  Com fidelidade, integridade e integralidade  -  20, 21.  Proclamou a todos o precioso evangelho de nosso Senhor, fundamentado na mensagem essencial: Conversão a Deus e Fé no Senhor Jesus, sem nada inerente deixar faltar.
d)  Com entrega total  -  22-24.  A vida, o todo, entregue já ao Senhor, estava em Suas mãos e em seus cuidados, para o que desse e viesse. Nada poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!  (Rm 8.31-39)
e) Com consciência tranqüila  -26,27.   Em nada me sinto culpado, mas nem por isso  me  considero justificado,  pois quem me julga é o Senhor (1  Co 4.4). “Estou tranqüilo, mas sem soberba.  
f)  Com muitas lágrimas  -  19,31.  As lágrimas de Paulo longe de revelar fraqueza, raiva ou qualquer outro sentimento ou ressentimento, eram as lágrimas do pastor que amava seu rebanho. O mercenário foge das lutas, e quando as enfrenta é por interesse ou capricho próprio.  O pastor, o bom pastor, a exemplo de seu Mestre, sofre pelo e com o rebanho, e se dispõe a por ele dar a vida (Jo 10.11-14;  ver Gl 4.19,  Rm 9.1,2 e Êx  32.32)
g) Dando duro  -  34,35;  1 Co 4.12; 1 Ts 2.9;  2Ts 3.8. Ouvi de  um   pastor  que fora mecânico. Certo dia, em viagem, apresentando seu carro pequeno problema de funcionamento, mandou chamar um profissional. Quando o irmão que o acompanhava perguntou: “Mas o senhor não é mecânico?”  ríspido, respondeu;   “Não! Sou pastor!”   Quando, zombeteiramente, perguntaram, ao Dr. William Carey, missionário batista na Índia, pioneiro das missões modernas e renomado líder em diversas esferas naquela Nação, se ele não havia sido um mero sapateiro, ele não sentiu-se rebaixado em humilhar-se ainda mais do que esperava seu interlocutor: “- Não, senhor. Eu era um simples remendão!”  Paulo não apenas havia sido um profissional (At 18.2): Mesmo no ministério vitorioso como  o de nenhum de nós, quando necessário, se aplicava ao modesto e árduo trabalho de “tendeiro”.
h)  Em sofrimentos, os mais diversos  - 2  Co 11.23-33;1 Co 4.11-13.
O estudo dos textos acima nos dão um pequeno vislumbre do quanto custou a Paulo o privilégio de ser apóstolo. Paulo é, sem dúvida, o missionário modelo. Mas como lemos em Atos 14. 22,  é por meio de muitas tribulações que importa entrar no reino dos céus.  E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus, padecerão perseguições (2 Tm 3.12).  A História da Igreja mostra que todos os apóstolos foram martirizados, com exceção de João, o único a morrer de velhice, com cerca de cem anos. Mesmo assim, além de sofrer o desterro em Patmos, por ordem de Trajano, foi condenado a morrer “frito” num caldeirão de azeite fervente, do qual, por milagre, saiu ileso. Milhares, sim, milhões de outros, homens e mulheres, crianças e idosos também sofreram o martírio durante as perseguições movidas pelo Império Romano, até o início do Século IV; pela igreja romana oficial, durante a Idade Média; durante os setenta anos de domínio marxista no Leste europeu, a fornalha não foi menos ardente. Hoje, sobretudo nos países muçulmanos, a situação é crítica para os que se convertem ao Filho de Deus, e mártires da fé ainda se encontram em muitos lugares.
Considerando esses homens de quem o mundo não é digno (Hb 11.38), chega a causar náuseas certo tipo de cristianismo que se propala neste, e em outros países. Há uma espécie de “crentes” tão compactamente amalgamados com o mundo, apresentando um evangelho tão diluído, que envergonha os que, ao menos, aspiram ser fiéis.  Enquanto oramos, suplicando por um avivamento, chego a pensar que só uma severíssima perseguição seria capaz de “curar” a igreja de nossos dias.

[Esse estudo terá continuidade nas próximas atualizações do colunista]