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O BATISMO QUE SALVA

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     O autor da carta aos Hebreus  mostrou-se preocupado no sentido de que seus leitores tivessem luz e convicção sobre doutrinas fundamentais da Escritura, entre as quais a “da doutrina dos batismos”(Hb.6.2). Ele usa a palavra batismo no plural. Realmente, conforme algumas passagens bíblicas podemos relacionar seis, em que o ensino está presente.
     O título desta reflexão fica por conta da afirmação do apóstolo Pedro em sua primeira carta (3.21). O apóstolo pescador nos fala de um batismo que não está na água; é íntimo e invisível aos olhos humanos, contemplado por um só que é Onisciente (Hb.4.13).
O BATISMO QUE NÃO SALVA
     A advertência do irmão Simão atinge, principalmente, as pessoas que fundamentam sua salvação no batismo cerimonial e simbólico da igreja cristã primitiva. Rudimentarmente, o “despojamento da imundícia da carne” refere-se ao abandono das concupiscências carnais e suas múltiplas facetas no interior. Cabe ainda afirmar que o “Deixa disto” ou o “Faça aquilo” não salva ninguém; tudo que se relaciona às boas  ações são frutos da nova vida em Cristo (2 Co. 5.17).
    O NT é óbvio em doutrinar que “Não sou porque faço”, mas “Faço porque sou”.  “Só La grátia”.


O BATISMO QUE SALVA


     Segundo a iluminação que Simão Pedro recebeu do Espírito Santo, o batismo salvador diz respeito a uma consciência indagadora, sobre e sempre, o que é bom à vida cristã e agradável a Deus. Não sobre um sistema de conduta cristã baseado no medo do mal e de suas conseqüências e sim numa consciência justificada, livre e pacífica (Rm.5.1) e que procura sempre praticar o que contribui para experimentar “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm,12.2). Tal pessoa tem uma consciência sensível, para qual  “a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (1 Tm.4.8).
     Para Paulo, o zelo da consciência boa constitui-se em uma arma poderosa à vida cristã vitoriosa (1 Tm.19); o que quer dizer que negligenciá-la causa naufrágio na fé. E o naufrágio espiritual (até em outras áreas) começa quando se deixa de interrogar intimamente sobre o que se deve ou não fazer; o descuido aos poucos vai causando cauterização da consciência (1 Tm. 4.1,2) que, por sua vez, a leva à morte. Uma vez morta, perde a sensibilidade ao Espírito Santo (Hb. 3.7,8).


A HARMONIA BÍBLICA


     A Escritura é harmonicamente unida por sessenta e seis livros divinamente inspirados pelo Espírito de Deus (2 Tm. 3.16). Como foi considerado acima, o batismo na água não tem virtude salvífica, porém está corretamente incluído no plano divino da salvação. Biblicamente, é uma experiência pós salvação pela fé em Cristo, decisão tomada ao ser ouvida a mensagem do evangelho (Mc. 16.15,16). A experiência batismal é um efeito da salvação, não esta daquela.   Sua condição primordial é depositar plena fé na pessoa e sacrifício remidor  de Cristo Jesus (At. 8.36,37).
      Como ato simbólico, o batismo na água, representa a participação do novo convertido na crucificação, morte e ressurreição de Jesus. Como candidato à membresia da igreja, o batizando saí da água para entrar na comunhão de membros e como salvo ele sai para entrar na comunhão da igreja celestial (Ef. 2.6, Hb. 12.22-24). Shalom Adonai!